Por Dentro do Desafio: saiba tudo sobre o Conexão VE

Evento recebe executivos da empresa, que busca projetos focados em negócios em rede, inteligência de dados e agilidade na jornada do cliente.
Desafio Conexão VE

Em um futuro competitivo e digital, o crescimento do mercado livre trará um cenário ainda mais complexo para o setor elétrico. Com o olhar voltado a esse contexto, foi lançado o desafio Conexão VE, promovido pela Votorantim Energia, com inscrições abertas até o dia 3 de agosto. O envio de propostas é feito por meio da plataforma Conecte-se, do Energy Future Hub, onde é possível encontrar todo o regulamento. Trazendo informações importantes aos proponentes, a última edição do Por Dentro do Desafio recebeu Eduardo Diniz, gerente geral de Comercialização de Energia da VE, e Danilo Dantas, consultor de Inovação e Novas Tecnologias da empresa, numa conversa mediada por Apolo Lira, diretor-executivo do Energy Future.

“Inovação na VE não é uma área, nós temos cada vez mais investido em ações no intuito de que inovar faça parte uma cultura assimilada por todos os colaboradores, para que se aproximem do ecossistema e atuem de forma colaborativa com startups e parceiros”, explicou Eduardo. A VE se prepara para um cenário de grande crescimento do mercado livre de energia no Brasil até 2040. O desafio Conexão VE foi concebido como uma das formas de preparação da empresa para essa expansão, que prevê um salto de 10 mil para 40 milhões de clientes nos próximos anos. 

“Inovação na VE não é uma área, nós temos cada vez mais investido em ações no intuito de que inovar faça parte uma cultura assimilada por todos os colaboradores, para que se aproximem do ecossistema e atuem de forma colaborativa com startups e parceiros”

Eduardo Diniz, gerente geral de Comercialização de Energia da Votorantim Energia.

“Queremos nos preparar para esses novos clientes, que vão demandar formas diferentes de relacionamento. Há necessidade de desenvolvimento de novos processos e canais. Quando a gente consegue entender esse futuro e se preparar para ele, a gente tem uma VE mais ágil, digital e escalável em todo o processo, para entregar uma proposta de valor interessante para os clientes, tanto os atuais, quanto os que virão”, avaliou Danilo. 

A VE busca projetos nos formatos provas de conceito (POC) e piloto, que se enquadrem dentro de três grandes temas, o primeiro deles “desenvolvimento de negócios em rede”. “O crescimento do setor e o novo perfil do cliente vão demandar necessidades específicas e reconhecemos que precisamos de ajuda. O conceito de negócios em plataforma está ficando mais recorrente para as empresas, então queremos, dentro desse tema, encontrar parceiros que combinem sua proposta de valor com a nossa para esse novo atendimento, criando canais, produtos e soluções, bem como modelos para fidelizar nossos clientes”, apontou o consultor. 

O segundo tema é “inteligência de dados”. “Como conseguimos a informação para gerar inteligência, desenvolver estratégia e fazer um trabalho mais interessante para o cliente? Nesse tema buscamos parceiros que nos ajudem a entender mais sobre a jornada do nosso cliente e também a entregar a melhor proposta de valor possível”, disse Danilo. No terceiro pilar, “potencializar e agilizar a jornada do cliente”, a ideia é melhorar ainda mais os processos da VE e aportar tecnologia para que fiquem mais eficientes e gerem uma melhor experiência para o consumidor. “São temas que se conectam muito com as tendências para o setor nos próximos anos”, observou Danilo.

“O novo perfil de cliente vai querer uma jornada mais simples, algo que seja 100% digital. E consideramos os dados um ativo da empresa. Queremos, por meio deles, trazer mais eficiência e antecipar possíveis problemas. Já sobre redes, buscamos parceiros para oferecer um portfólio mais diversificado. Entendemos que o cliente vai demandar diferentes soluções, customizadas, e essa demanda estará muito pulverizada por todo o país”, analisou Diniz. “Não tem resposta pronta, queremos testar, construir junto com parceiros que vão submeter soluções. É importante essa predisposição para construir com a gente”, pontuou Danilo. 

“Sobre POC e piloto, a principal diferença entre elas é que quando a gente fala POC trata-se de uma solução que não necessariamente foi testada. Tem startup que aplica uma inteligência artificial, mas nunca aplicou no âmbito de energia. Nesse caso a gente traz essa tecnologia para dentro do desafio e cria algo que a gente possa testar. Já quando falamos em piloto, pode ser uma solução já testada e validada, seja numa empresa do setor de energia, ou de outro segmento, e estamos fazendo um plug and play para o nosso negócio”, destacou o consultor.

Assista aqui o Por Dentro do Desafio Conexão VE.

Expectativas para os projetos e as parcerias

De acordo com Danilo, uma boa solução combinada a um empreendedor disposto a criar junto e a gerar disrupção é algo extremamente importante para a VE. “A principal recomendação a quem se inscreve é que deixem bastante claro como conseguem nos ajudar. Precisamos ler o que vai chegar com a perspectiva do empreendedor: o esforço para mostrar como ele pode contribuir, como essa solução vai ser útil hoje, e também como ela consegue ser escalada no futuro”, apontou Danilo.

 “A principal recomendação a quem se inscreve é que deixe bastante claro como conseguem nos ajudar. Precisamos ler o que vai chegar com a perspectiva do empreendedor: o esforço para mostrar como ele pode contribuir, como essa solução vai ser útil hoje, e também como ela consegue ser escalada no futuro”

Danilo Dantas, consultor de Inovação e Novas Tecnologias da Votorantim Energia.

Não há limite no número de aplicações por proponente. “Talvez ele veja que tem uma solução que se enquadra em mais de uma categoria. Nesse caso não há necessidade de fazer uma segunda submissão, basta colocar essa informação dentro do formulário, explicando como as coisas estão se conectando. Já se ele tiver uma proposta diferente, um segundo produto ou solução, poderá submeter uma nova aplicação. Não há um limite, só pedimos essa indicação da sinergia entre temas quando houver, pois as correlações que o proponente faz também nos ajudam no momento da avaliação”, enfatizou Danilo. 

“Queremos um parceiro que nos ajude em todo o processo: aprendizado, maturação e resultados. Acreditamos muito numa parceria de longo prazo. Como será esse relacionamento vai depender muito do timing e do escopo da solução”, apontou Eduardo. Podem submeter projetos pessoas jurídicas (individualmente ou em sociedade), abertas a construir, junto à VE, sistemas, soluções ou funcionalidades que atendam aos temas propostos.

Segundo Danilo, o ideal é que as propostas girem em torno de 3 a 6 meses entre o período de assinatura de contrato e de finalização do projeto. “Não temos um limite de projetos aprovados, o que buscamos mesmo é ter pelo menos uma boa solução em cada um dos temas. Vai depender das propostas que vierem”, afirmou. 

Danilo falou sobre os direitos de propriedade intelectual. “Quando se trata de pilotos ou de algo que a startup já tenha desenvolvido e a gente faz o plug and play para dentro da VE, a startup tem total direito sobre a propriedade intelectual. Se, porventura, no momento de desenvolvimento do projeto for construído algo junto, podemos avaliar a questão da propriedade intelectual, considerando os esforços de cada parte. O proponente está totalmente resguardado. O que ele apresentar a nós, até segunda ordem, é 100% dele, a não ser que exista o desenvolvimento conjunto, mas aí é uma conversa posterior”, assegurou.


Não há perspectiva de prorrogação do desafio. Todas as informações a respeito do Conexão VE podem ser encontradas no endereço: https://conexaove.energyfuture.com.br/. “Ao acessar a plataforma Conecte-se o proponente já vai ver o desafio Conexão VE e, com o perfil logado, poderá criar e salvar suas propostas de inovação ou startups. Feito isso, basta aplicar no desafio da VE. Na sequência chegará um e-mail confirmando dados e inscrição. É simples e fácil”, concluiu Apolo Lira.

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