Rodrigo Pedroso conta sua história e deixa dicas para quem quer empreender

Fundador da Pacto Energia foi convidado pelo Energy Future Cast para falar sobre desafios de sua jornada enquanto empreendedor no setor elétrico
Rodrigo Pedroso da Pacto Energia

O Energy Future Hub lançou, no dia 27 de abril, uma série de encontros virtuais com empreendedores que fazem a diferença no setor elétrico brasileiro, o EF Cast, que foi inaugurado com a participação de Rodrigo Pedroso, fundador e presidente da Pacto Energia, empresa que comercializa, transporta, distribui e gera energia por fontes hidráulica, eólica e solar. O evento foi mediado por Apolo Lira, head do Energy Future, que convidou Rodrigo a falar sobre sua trajetória profissional numa conversa inspiradora e repleta de dicas valiosas para quem deseja empreender, ou está começando.

“Sou engenheiro de formação e meu grande sonho era empreender na área de energias renováveis, com a qual tive contato em meu primeiro emprego, na ANEEL. Apesar das dificuldades encontradas no setor elétrico, me via em condições de me tornar um projetista”, contou Rodrigo. Ele então fundou uma empresa de Engenharia que oferecia projetos a pequenas centrais hidrelétricas. O negócio cresceu exponencialmente até que Rodrigo se viu, mais uma vez, mudando de papel, mas ainda ligado ao universo do empreendedorismo: ele se tornou um investidor do setor elétrico brasileiro.

Para o empresário, que tem mais de 20 anos de carreira no setor, a grande dificuldade que o empreendedor brasileiro enfrenta é o acesso a capital. “O Brasil tem histórico de juros muito altos e mercado de capitais retraído e tímido. Esse cenário começou a mudar e as empresas do setor elétrico, principalmente as novas, não são mais tão dependentes dos bancos institucionais e de desenvolvimento porque o acesso passou a ser mais factível, novos caminhos foram traçados”, avaliou.

Rodrigo Pedroso Pacto Energia
Clique na imagem para ser redirecionado ao vídeo.

Rodrigo contou que o ano de 2016 foi um divisor de águas em sua trajetória enquanto empreendedor, uma vez que ele viu a possibilidade de realmente inovar no setor elétrico. “Surgiu a geração distribuída, a comercialização no mercado livre de energia com potencial de crescimento e de substituir o mercado regulado, bem como a possibilidade de criação de startups para solucionar diversos problemas que tínhamos no setor elétrico, que até então se concentrava nas mãos das grandes distribuidoras de energia. Vi um horizonte azul para se pensar em inovação”, relatou.

A concretização disso para ele veio em 2017, quando fundou sua primeira empresa de tecnologia, a ePOP, uma plataforma digital que leva energia por geração distribuída a quem não tem seu próprio sistema de geração. “Desenvolvemos um projeto completamente inovador e vimos que a tecnologia tinha que ser a base de todo o processo. Fomos para a Califórnia e contratamos um time de engenheiros e programadores trabalhando full time para nós no que veio a ser a ePOP. Quisemos começar justamente no berço da tecnologia, onde sabíamos que teríamos acesso aos melhores profissionais, ambientes de negócio e inspirações. Na época, quase ninguém fazia isso. Vi que estávamos criando algo diferente para o Brasil e, quem sabe, para o mundo”, recordou Rodrigo

Primeiros passos para empreender no setor: o que ter em mente

Para Pedroso, a inovação deve ser motivada pela busca da solução de um problema ou dificuldade. “Quem quer empreender deve achar essa resposta através de um modelo de negócio que seja principalmente escalável, eficiente. A grande contribuição da tecnologia para empresas e consumidores é a possibilidade de escalar a solução do problema”, explicou. O empresário enfatizou que trabalhar em um modelo escalado é primordial a uma empresa que almeja chegar a um amplo patamar.

Para Rodrigo, existem duas maneiras de se iniciar um negócio: com muito capital ou com muito conhecimento. “É viável começar com pouco dinheiro, mas comecem sempre com muito conhecimento, estudem bastante porque nada vence a barreira do conhecimento”, aconselhou. Ele observou que atualmente há um facilitador: o Brasil tem sido foco de investimentos devido à variação cambial do momento, que o torna um país barato para o investidor.

“É viável começar com pouco dinheiro, mas comecem sempre com muito conhecimento, estudem bastante porque nada vence a barreira do conhecimento.”

Rodrigo Pedroso, fundador da Pacto Energia

“No entanto, tomem muito cuidado no momento da captação, porque ali podem estar matando suas empresas. Não adianta uma boa ideia, uma solução a se aplicar de forma escalável, e ter se aliado a um fundo ou mecanismo com uma visão de negócio diferente da sua. É necessário pensar em aliados estratégicos, pois não deve ser o dinheiro pelo dinheiro, mas o dinheiro para a possibilidade de crescimento do negócio como um todo”, destacou Rodrigo.

“As dificuldades sempre vão existir e não são poucas, em especial no Brasil, que é um país extremamente burocrático, com uma segurança jurídica regulatória que às vezes não favorece o empreendedor”, constatou Rodrigo. Para ele, o maior desafio atualmente é relacionado à tecnologia, que precisa cada vez mais ser incorporada ao setor elétrico. “Na Pacto acreditamos que é necessário estarmos sempre mais próximos de quem entende de tecnologia e faz parte desse mercado”, afirmou.

O empresário considera programas de P&D como uma porta de acesso à inovação e solução de problemas do setor. “Inclusive aproveito esse momento para reconhecer o trabalho totalmente inovador do Energy Future, que está revolucionando a indústria de P&D através de sua aliança com as distribuidoras”, concluiu.  

Total
0
Shares
Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Related Posts